segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Que raio de amiga eu sou?



Um dia destes, num encontro por aí, ouvi um comentário a meu respeito de uma amiga para pessoas que
não me conheciam: “Ela é assim, gurias. É o jeito dela de querer agradar”.

Meu jeito de querer agradar. O comentário não foi maldoso. Mas estou com ele ecoando na cabeça. Preciso mudar. Com urgência. Mas, às vezes, a vontade que eu tenho é de deixar todo mundo para trás. 

Mas ainda assim, faço a pergunta:

Afinal, que raio de amiga sou eu?

Gosto das pessoas com intensidade. Não tenho meio termo em minhas amizades: ou sou amiga ou não (Neste caso “ou não” significa conhecido! Graças a Deus não tenho inimigos. Se os tenho não os conheço. Ainda bem!).

Quando ofereço ajuda é para valer! Quando elogio, é de verdade. Quando não gosto, digo logo. Ficou mal entendido? Vamos conversar.

É bom explicar que nem todas as pessoas conhecidas são consideradas amigas.

Amigos de verdade são para sempre. Não é verdade. Nada é para sempre. Amizades também precisam ser cultivadas. Não com elogios. Nem com presentes. Nem com excesso de carinho ou de atenção.

Não preciso estar todos os dias com meus amigos para manter o carinho, nem a minha amizade. Mas faço um pedido: não me deixe de fora do que é importante em sua vida.

É o que desejo. É o que lamento nas amizades que eu pensei que eu tivesse e naquelas que eu acredito ter.

Não quero ser inconveniente, nem metida, nem oferecida. Quero participar. Dividir. Estar presente. Mesmo que seja à distância.

Estar presente não significa ser convidada para todas as festas, almoços ou seja lá o que for. Apenas saber o que acontece. Em todos os momentos: os bons e maus. Pode ser por e-mail, telefone ou até pelas redes sociais.

Um olá de vez em quando faz tão bem!

É não sentir-se invisível (ou seria insignificante?) nos acontecimentos importantes. Não ser apenas uma obrigação na agenda dos aniversariantes ou nos eventos familiares.

É saber que quando eu precisar de um conselho, de ajuda, de um ombro, de uma pessoa para rir ou simplesmente para não fazer nada, eu poderei contar com alguém.

Muitas vezes eu quero pessoas especiais compartilhando momentos importantes em minha vida. Em cada etapa dela. Não apenas os sorrisos para as fotografias.

Concluindo: os amigos não são encontrados apenas na sua vida social. Eles podem ser encontrados na sua família também!

E você? Que amigo você é?