quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O início, o meio e o fim!

Adoro o mês de dezembro! Talvez por ser o mês do meu aniversário, do início das minhas férias, Natal, fim de mais um ano e começo de outro.

Mas também é um período de repensar atitudes, reforçar minha fé, renovar os sonhos, redefinir rotas...

O texto que vou transcrever, da Martha Medeiros, chegou até as minhas mãos por uma colega de trabalho. Gostei e compartilho:

O que acontece no meio

Vida é o que existe entre o nascimento e a morte. O que acontece no meio é o que importa.

No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma. Que tudo o que faz você voltar para casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo.

Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade pro fim pode ser ainda melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início. Que o pensamento é uma aventura sem igual. Que é preciso abrir a nossa caixa preta de vez em quando, apesar do medo do que vamos encontrar lá dentro. Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.

No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato. Que amar é lapidação, e não destruição. Que certos riscos compensam - o difícil é saber previamente quais. Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa.

Que é preciso dar uma colher de chá para o acaso. Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante. Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagônia são lugares excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa. Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte.

Mo meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo para resolvê-lo. Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio. Que todas as escolhas geram dúvida, todas. Que depois de lutar pelo direito de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença.

Que adultos se divertem muito mais do que os adolescentes. Que uma perda, qualquer perda, é um aperitivo da morte, que essa só acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.

No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco e da caixa postal, mas a senha que nos revela a nós mesmos. Que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável. Que as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo).

Que tocar na dor do outro exige delicadeza. Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência. Que não é preciso se estressar tanto em busca do orgasmo, há outras coisas que também levam ao clímax: um poema, um gol, um show, um beijo.

No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário. Que é mais produtivo agir do que reagir. Que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue. Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais. Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse meio todo.



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Que raio de amiga eu sou?



Um dia destes, num encontro por aí, ouvi um comentário a meu respeito de uma amiga para pessoas que
não me conheciam: “Ela é assim, gurias. É o jeito dela de querer agradar”.

Meu jeito de querer agradar. O comentário não foi maldoso. Mas estou com ele ecoando na cabeça. Preciso mudar. Com urgência. Mas, às vezes, a vontade que eu tenho é de deixar todo mundo para trás. 

Mas ainda assim, faço a pergunta:

Afinal, que raio de amiga sou eu?

Gosto das pessoas com intensidade. Não tenho meio termo em minhas amizades: ou sou amiga ou não (Neste caso “ou não” significa conhecido! Graças a Deus não tenho inimigos. Se os tenho não os conheço. Ainda bem!).

Quando ofereço ajuda é para valer! Quando elogio, é de verdade. Quando não gosto, digo logo. Ficou mal entendido? Vamos conversar.

É bom explicar que nem todas as pessoas conhecidas são consideradas amigas.

Amigos de verdade são para sempre. Não é verdade. Nada é para sempre. Amizades também precisam ser cultivadas. Não com elogios. Nem com presentes. Nem com excesso de carinho ou de atenção.

Não preciso estar todos os dias com meus amigos para manter o carinho, nem a minha amizade. Mas faço um pedido: não me deixe de fora do que é importante em sua vida.

É o que desejo. É o que lamento nas amizades que eu pensei que eu tivesse e naquelas que eu acredito ter.

Não quero ser inconveniente, nem metida, nem oferecida. Quero participar. Dividir. Estar presente. Mesmo que seja à distância.

Estar presente não significa ser convidada para todas as festas, almoços ou seja lá o que for. Apenas saber o que acontece. Em todos os momentos: os bons e maus. Pode ser por e-mail, telefone ou até pelas redes sociais.

Um olá de vez em quando faz tão bem!

É não sentir-se invisível (ou seria insignificante?) nos acontecimentos importantes. Não ser apenas uma obrigação na agenda dos aniversariantes ou nos eventos familiares.

É saber que quando eu precisar de um conselho, de ajuda, de um ombro, de uma pessoa para rir ou simplesmente para não fazer nada, eu poderei contar com alguém.

Muitas vezes eu quero pessoas especiais compartilhando momentos importantes em minha vida. Em cada etapa dela. Não apenas os sorrisos para as fotografias.

Concluindo: os amigos não são encontrados apenas na sua vida social. Eles podem ser encontrados na sua família também!

E você? Que amigo você é?



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sou eu ou são os outros?


Acordei pela manhã do lado “errado” da cama.

Sabe aqueles dias em que tudo dá errado?

Acaba a pasta de dente. O sabonete. E você, atrasada.

Os sinais todos fechados. Todo mundo sem pressa. Só você está em outro compasso.

No trabalho, parecem umas gralhas. Acham graça de tudo e sempre surge um engraçadinho para cutucar você, bem de perto.

Ele não liga. Nem manda mensagem. E se você tentar falar com ele... Ficará pior ainda. Porque nunca seguem o roteiro que foi planejado com tanto carinho!

Aquele e-mail esperado também não chega. E não adianta olhar para o relógio a cada cinco minutos. A hora também faz as suas conspirações!

Final do dia. Corro para casa. Fecho (ou será que lacrei?) a porta. Tomo um banho demorado e vou para cama. Nada como uma boa noite de sono.

Amanhece. Estou revigorada! Cantando com os passarinhos! Não é linda a natureza?

No caminho para o trabalho levo umas buzinadas. Como conseguem estar assim a esta hora da manhã?

Gente mais estressada! Vai entender...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Você tem pai?

Pai todo mundo tem. Ao menos para o início da existência, todo mundo precisou de um. Eu cresci sem o meu.

Sou destas famílias apenas mãe e filhos. Sabe como é?

Moderníssimas.  De cinquenta anos atrás. Quando isso era muito, muito feio...
Não pensem que estou questionando atitudes da minha mãe. Mas voltemos ao pai.

Sacanagem estas propagandas lindas que falam dos pais, não? Todos maravilhosos. Perfeitos.

Até minha mãe fica comovida e me liga, às vezes, para dizer: "Não se esqueça de fazer uma oração pra seu pai" - é verdade que faz anos que ela não liga, mas já ligou!

Contam que quando era criança, chamava meu vizinho de pai. Meu irmão mais velho pediu que chamasse a ele. Parece que não agradou a ideia e larguei de mão.

Não me lembro disso. Logo, não traumatizou.

Mas lembro dos raios dos cartões dos Dias dos Pais. Que horror! Eu era o próprio ET da turma. Parece que todo mundo sabia na escola que eu não morava com o meu pai. E todos queriam uma história bem triste para ouvir. Mas não tinha.

Fazia os "benditos" cartões e entregava-os para a mãe. Para que desperdiçar tanto empenho artístico?

A verdade é que ninguém pode dar o que não tem!

Neste dia dos pais, se você tem um ao seu lado, aproveite a companhia dele. Pode ter certeza de que ele faz o melhor que pode por você!

Se você não tem mais, aproveite cada momento guardado em sua memória e todo o amor que está em seu coração.

Se nunca teve, continue levando sua vida na boa. Afinal, existem outras pessoas na família para amar e substituir algo que pra você, nunca existiu!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Segunda chance...



"A vida é muito curta para acordar com arrependimentos,
Ame as pessoas que te tratam bem,
Ame também, aquelas que não, só porque tu podes.
Acredite que tudo acontece por uma razão.
Se tiveres uma segunda chance, agarre com as duas mãos."

Li esta mensagem no mural do meu afilhado. Foi a mãe dele, minha amada irmã, quem deixou para ele. Mas serviu para mim também. E como!

Amigos mais próximos sabem que estou em preparativos para casar.

Quem me conhece há mais tempo e não vive este momento conosco, talvez tenha pensado: "De novo?"

Alguns até perguntam: "Mas você já não casou na igreja?"

Casei. Com vestido, igreja, padrinhos, festa, lua de mel... tudo!

E fomos felizes para sempre. Porque cada um seguiu o seu próprio caminho!

Sempre pensei em casar novamente.

Noivar e casar no civil. Numa íntima e singela cerimônia familiar. Apenas eu, meu amado noivo, nossos pais, padrinhos e irmãos.

Numa bela manhã, com um lindo vestido, um almoço maravilhoso... Humm, que romântico!

Mas vejam vocês que o noivo também tem seus sonhos.

E meus sonhos mais os sonhos dele são iguais a diferentes opiniões.

Pensei muito. Conversei com meu amado e com a minha irmã. Temos o apoio de nossas famílias. É preciso mais?

Medos e preconceitos? Tenho muitos. Mas ao meu lado existem pessoas que realmente me amam e que desejam minha felicidade.

Estou feliz! Economizando, planejando e curtindo cada instante destes preparativos. 

Esta é a minha segunda chance e estou vivendo como se fosse a primeira. Agarrei com as duas mãos. Com vestido, igreja, padrinhos, festa, lua de mel... tudo!

E agradeço a Deus por estas bênçãos! Todos os dias! Muito obrigada!